quarta-feira, 22 de março de 2017

Biorepelente para pets protege contra picadas do mosquito Aedes aegypti

Produto deve ser aplicado nos locais onde os animais dormem ou circulam. Mosquito transmite a dirofilariose, que pode levar os bichinhos à morte.



Dengue, febre chikungunya, zika vírus, febre do Mayaro, febre amarela. Como se não bastasse a extensa lista de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti entre os humanos, os donos de animais de estimação têm um motivo a mais para se preocuparem: a dirofilariose, popularmente conhecida como verme do coração.

Causada por um parasita, a doença atua no sistema circulatório de cães, gatos e outros mamíferos, como os próprios seres humanos, sendo considerada uma zoonose. Apesar de ser encontrada no mundo todo, é mais comum em países de clima tropical como o Brasil e, quando em estado avançado, pode matar rapidamente, o que reforça a importância da prevenção.

Além do Aedes aegypti, a dirofilariose tem mais de 70 mosquitos vetores, começando pelo pernilongo comum. Por isso, a melhor maneira de evitar a picada de insetos contaminados é protegendo os locais onde os pets dormem ou circulam com um biorepelente próprio para eles.

Desenvolvido a partir de compostos naturais, à base de água e sem contraindicações, o produto é aplicado na cama, roupas e coleira do animal, além do piso, papelão, casinha ou paredes onde ele fica, protegendo-o por até 60 dias ou 20 lavagens dos tecidos.

Como não é aplicado diretamente no bichinho, explica a desenvolvedora do protetor, Fernanda Checchinato, o produto não faz mal nem para os pets e nem para os donos. "Em regiões com epidemia, deve ser utilizado uma vez por semana. Já em locais onde não há incidência crônica da doença, o spray pode ser aplicado a cada 20 ou 30 dias", comenta.

Complicações da doença

A disseminação da dirofilariose é simples: o inseto pica um animal contaminado e leva o microorganismo consigo, transmitindo para outros bichinhos. Os vermes, de acordo com a especialista, são depositados pelo mosquito e chegam a tecidos subcutâneos e musculares em até quatro dias. "Em pouco mais de três meses, já estão no coração, onde se reproduzem. Podem ainda atingir artérias pulmonares e outros órgãos", continua.

Em geral, os cães e gatos infectados não apresentam sinais e a doença só é diagnosticada por testes sanguíneos. Por isso, quando sintomática, significa que a dirofilariose já está em estágios mais avançados. "O animal pode apresentar tosse crônica, mucosas pálidas, dificuldade para respirar, muita fadiga e perda grave de peso. Às vezes, é como se estivesse com depressão e anorexia, mas há outros sintomas".

As consequências da infecção vão desde problemas cardiovasculares ou pulmonares até hepáticos e renais. O tratamento é feito com medicamentos diferentes para matar os parasitas adultos ou eliminar as formas jovens dos vermes.


Fonte: G1

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