quinta-feira, 11 de maio de 2017

Otite canina


A inflamação do conduto auditivo, mais conhecida como Otite, é uma enfermidade que acomete um número significante de animais todos os anos. Existem raças de cães que têm predisposição para a presença de otite, como por exemplo: Golden Retriever, Pastor Alemão, Dachshund, Cocker Spaniel, Basset Hound, entre tantos outros. Essas raças são mais acometidas devido à sua morfologia, pois eles têm orelhas grandes, peludas e caídas, ocasionando assim, a não secagem adequada do canal auditivo, levando a um quadro de inflamação.

Ao contrário do que muitos pensam, não são só os “cães orelhudos” que são as vítimas da otite. Essa doença acomete qualquer tipo de cão, independentemente da sua raça. A otite pode se apresentar de três formas: Otite externa, otite média e otite interna (não visualizada sem o uso de um otoscópio).

Causas para a otite canina

As principais causas do aparecimento da inflamação do conduto auditivo, são:
  • Produção excessiva de cera no ouvido;
  • Fungos;
  • Parasitas;
  • Infecção;
  • Traumas;
  • Corpo estranho;
  • Genética herdada dos pais,
  • entre tantas coisas.
A grande maioria dos casos de animais que são levados para a clínica veterinária, está relacionada à otite por fungos e à presença de grande quantidade de cera no conduto auditivo, pois a maioria dos proprietários não faz a higienização da orelha do animal na hora do banho.

Sinais clínicos da otite

Os sinais clínicos da otite são bem clássicos e de fácil diagnóstico, porém devem sempre ter uma atenção especial por parte do tutor. Os Sinais clínicos, são:
  • Agitação da cabeça;
  • Coceira intensa (o cão começa a coçar intermitentemente a orelha e esfregá-la em objetos);
  • Muitos cães aparecem com a orelha bem machucada;
  • Orelha com presença de secreção:
  • Ao observar o ouvido do animal, em alguns casos, percebe-se uma secreção de coloração bem amarelada e/ou com pus no local;
  • Perda da acuidade auditiva;
  • Inchaço;
  • Ouvido escurecido ou avermelhado;
  • Mau odor;
  • Presença de dor na orelha.
Diagnosticando a otite em cães

O diagnóstico só deve ser feito por um médico veterinário. Com o apoio de um otoscópio (equipamento utilizado para visualização interna do conduto auricular), o médico veterinário irá avaliar a gravidade do caso.

Tratamento para otite

O tratamento da otite canina consiste na limpeza do conduto auricular acometido, e também, terapia medicamentosa escolhida pelo profissional habilitado. Dependendo do grau e da severidade da otite, o animal deve ser sedado, devido à dor que a inflamação causa. O tratamento da otite não pode ser feito pelo tutor, pois caso seja feito de modo incorreto, pode levar à perda da audição do animal.

Prevenção

A prevenção da otite consiste em vários fatores, como por exemplo: Não deixar o animal levar ventos fortes em excesso no rosto; não molhar a parte interna da orelha na hora do banho; fazer a limpeza do ouvido com soluções apropriadas, escolhidas pelo médico veterinário, e, diante de qualquer comportamento anormal do animal, levá-lo imediatamente a um profissional. Jamais tome decisões precipitadas, aplicando soluções sem uma prescrição médica no animal, pois pode agravar ainda mais o quadro da doença. A otite é uma doença de fácil tratamento e bom prognóstico, então é muito mais válido confiá-la a um acompanhamento de um profissional.



terça-feira, 9 de maio de 2017

As 5 causas de doenças no fígado de cachorros e gatos

As doenças de fígado são umas das mais comuns em cães e gatos. Conheça cada uma, seus sintomas e como evitar



O fígado é um dos órgãos que mais podem ser comprometidos em cães e gatos. Muitas doenças originadas nele são causadas por uma alimentação deficiente – seja pelo uso de ração de qualidade inferior, seja pelo consumo de comida humana. Outras causas das doenças hepáticas são: trauma (pancada ou atropelamento), infecções bacterianas e virais, e intoxicação por remédios.

Funcionamento

O órgão atua no metabolismo de carboidratos, gorduras e sintetiza proteínas. Ele é responsável também pela metabolização e excreção de drogas e toxinas, por isso sofre com o uso de medicamentos usados à longo prazo (mais de um ano). É necessário administrar essa medicação com o médico veterinário. Forma e excreta bile, que atua na digestão de gorduras e o seu funcionamento correto é importante para o sistema imunológico do animal.

Sintomas

Quando há algo errado, o animal pode apresentar dor abdominal, diarreia, vômitos, falta de apetite – e perda de peso por consequência –, urina alaranjada, fezes de tonalidade mais clara (acinzentadas), problemas de cognição, e presença de cor amarelada na pele, mucosas e olhos. As doenças no fígado são silenciosas e quando apresentam sintomas geralmente já estão em estágio avançado, quando 75% ou mais da função hepática está comprometida.

Diagnóstico

Baseado no histórico de saúde do bicho, sinais clínicos e exames laboratoriais. Normalmente são requisitados exames de sangue e ecografia.
Mais comuns

Hepatites tóxicas e medicamentosas: Causadas por envenenamentos, remédios ou intoxicações alimentares. Normalmente é grave e pode levar a óbito dependendo da dose do elemento tóxico.

Tumores de fígado: Ocorre com frequência em raças predispostas, como pastor alemão, labrador, rottweiler e poodle, ou em animais mais velhos. Dependendo do local, pode ser operado.

Hepatites infecciosas: A mais comum é a viral, prevenida com vacinação. Pode aparecer em cães de qualquer idade, sendo os filhotes os mais propensos a contaminação. Já a leptospirose causa uma das infecções hepáticas mais graves. Ela ocorre principalmente em cães e pode ser transmitida para o ser humano.

Lipidose hepática: Acúmulo de gordura no fígado, muito comum em gatos que passam por período de jejum e anorexia.

Obstrução biliar: Geralmente provoca retenção ou refluxo biliar, sendo causada por lama ou pedras na vesícula biliar. Muitas vezes vem acompanhada de pancreatite (inflamação do pâncreas), o que agrava o quadro. Tratada com medicamentos e cirurgia para a desobstrução e retirada do cálculo biliar. Pode levar à óbito se não tratada.

Como evitar

É imprescindível uma alimentação balanceada, vacinação correta, acompanhamento veterinário e exames periódicos. Quando o animal estiver com idade avançada, os cuidados precisam ser redobrados.



Fonte: ViverBem

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Cuidados com o cachorro no inverno



Apesar do inverno ainda não ter começado, o outono já está apresentando temperaturas mais baixas no sul e no sudeste do país há alguns dias, forçando as pessoas a tirarem da parte mais alta dos armários, os cobertores, casacos e cachecóis.

Há as pessoas que gostam e há as que se sentem incomodadas com o período mais frio do ano. O mesmo acontece com os cachorros, já que algumas raças estão mais adaptadas ao inverno que outras (Husky Siberiano, São Bernardo, etc). E assim como ocorre com os seres humanos, os pets também ficam mais vulneráveis a algumas doenças.

O período outono/inverno exige alguns cuidados para garantir a saúde dos animais de estimação. A primeira medida é impedir que os pets fiquem expostos ao frio, o que evitará o aparecimento de doenças. A alimentação e a higienização também pedem atenção especial.

Abrigando seu pet

A exposição ao frio é altamente prejudicial aos animais de estimação, principalmente os de pelo curto; pois são poucas as espécies de cães preparadas para resistir a temperaturas muito baixas, como São Bernardo, Akita, Husky Siberiano e Bernesse.

Para os animais que dormem fora de casa, no quintal, os proprietários devem adotar o uso de casinhas (que podem ser de madeira, plástico ou papel reciclado), que posicionadas de maneira oposta às correntes de ar, protegem muito do frio. Já os animais que dormem dentro de casa, podem ser acomodados em caminhas. Nos dois casos, o uso de colchonetes e de edredons disponíveis no mercado pet, são boas opções para aumentar a proteção e o aconchego dos bichos.

Roupas para cães

Não são meros caprichos dos proprietários e ajudam muito no aquecimento dos animais. Atualmente, as lojas especializadas oferecem uma infinidade de modelos confeccionados em moletom, soft, lã e algodão; mas há casos de animais que não se adaptam às roupas de lã ou de tecidos sintéticos, desenvolvendo coceiras ou manchas vermelhas pelo corpo. Nestas situações, o ideal é que o proprietário troque a roupa por uma de algodão ou soft, que causam menos irritação.

Alimentação

O ideal é aumentar em cerca de 20% a porção de alimento durante o inverno, pois o gasto energético é maior, tanto dos animais adultos, quanto dos filhotes. É válido lembrar que esse aumento só é indicado para animais que estão em forma. 

Higienização

Para garantir a saúde dos cães durante o inverno, também é importante reduzir a frequência dos banhos, que podem passar de semanais para quinzenais, sempre feitos no horário mais quente do dia: das 11h às 15h. Secar o animal com o auxílio de um secador de cabelos morno; não sair com o cão logo após o banho, para evitar choques de temperatura; manter os pelos dos animais mais longos nesta fase do ano e evitar definitivamente os banhos em dias muito frios, são dicas importantes para não colocar a saúde dos animais em risco.

E se o sol sair, não pense duas vezes e leve seu cão para um passeio, só que em horários seguros: antes das 10h ou após às 16h!

Doenças comuns no inverno

Cães e gatos que estão com as vacinas em dia correm menos risco de ficar doentes.

No caso dos cães, as doenças mais comuns nessa época do ano são as viroses, como a traqueobronquite ou “tosse dos canis”, cujos sintomas lembram muito o resfriado humano, como febre, apatia, tosse, coriza e espirros.

Se não cuidadas, a doença pode evoluir para quadros mais graves, com infecções secundárias provocadas por bactérias, como a pneumonia. Além das doenças respiratórias, animais idosos também podem apresentar sintomas osteoarticulares em função do frio, principalmente se já sofrem de artrose ou hérnia de disco, que provocam mais dores nesse período do ano.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Artrite e artrose em cães e gatos



À medida que os animais envelhecem, as dores começam aparecer. A artrite e artrose são doenças das articulações e quando não tratadas corretamente podem gerar sofrimento e perda de qualidade de vida aos nossos amigos peludos.

A artrose é uma doença que provoca o desgaste e degeneração da articulação, enquanto que a artrite se dá pela inflamação do local. Ambas acometem principalmente animais idosos, sendo mais comum o aparecimento após os 5 anos de idade.

Ainda assim, a artrite e a artrose podem ser adiantadas pela obesidade, causada por dietas inadequadas, suplementação desnecessária em filhotes ou falta de exercícios físicos, e também em casos de traumatismo, rupturas, displasias, entre outros.

Cães de pequeno porte, como Poodle, Maltês, Pinsher e Yorkshire, são mais frágeis e possuem a musculatura e os ossos mais delicados, por isso podem ter predisposição ao problema. As raças de grande porte, como Labrador, Golden Retrivier e Pastor-Alemão, também são geneticamente propensas, principalmente quando os cães são obesos e sedentários, pois o peso força as articulações.

Os principais sintomas que o animal apresenta nos casos de problemas articulares podem ser observados em seu comportamento, como por exemplo:

– Dificuldade ao se locomover

– Perda na amplitude do movimento

– Sensibilidade e pequeno aumento do volume na região articular acometida

– Alteração na temperatura local

– Diminuição das atividades físicas

– Agressividade ao ser manipulado

– Dificuldade no movimento ao defecar e/ou urinar

O diagnóstico da doença é dado a partir de um exame de raio-x, e o tratamento é feito com o uso de medicamentos, fisioterapia e a acupuntura, que tem garantido excelentes resultados e uma melhora significativa na qualidade de vida de animais que apresentam artrite e artrose.


Fonte: CSAJardins

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Gatos com alergia alimentar e intolerância


As alergias alimentares são responsáveis ​​por cerca de 10% de todas as alergias vista em cães e gatos. É a terceira causa mais comum após as alergias à picada da pulga e atopia (alergias inalantes). As alergias alimentares são responsáveis ​​por 57% das causas de coceira em gatos.

O processo completo de um animal sendo sensibilizado para um agente particular em alimentos e a resposta complicada dos anticorpos que ocorre no trato intestinal em animais de estimação com alergias alimentares não são muito bem compreendidos. Apesar de nossa falta de compreensão atual do processo da doença, há muitas coisas que nós sabemos incluindo os sintomas, como diagnosticar alergias alimentares e também como tratá-las.

Os gatos desenvolvem alergias aqueles alimentos que são mais frequentemente alimentados.

As alergias alimentares afetam ambos os gatos e cães. Ao contrário de atopia, não há nenhuma ligação forte entre raças específicas e alergias alimentares. As alergias alimentares afetam ambos machos e fêmeas e animais castrados e não da mesma forma. Elas podem aparecer com apenas cinco meses, e até com 12 anos de idade, embora a grande maioria dos casos ocorre entre 2 e 6 anos. Muitos animais com alergias alimentares também tem concomitante alergias inalantes ou de contato.


Qual a diferença entre alergia alimentar e intolerância?


Existe uma distinção que tem de ser feita entre alergias e intolerâncias alimentares. As alergias alimentares são verdadeiras alergias e mostram os sintomas característicos de problemas de pele e coceira associados com alergias de felinos e caninos. As intolerâncias alimentares pode resultar em diarreia ou vômito e não criar uma resposta alérgica típica. As intolerâncias alimentares em animais de estimação seriam semelhante a pessoas que tem diarreia ou uma dor de estômago por comer alimentos picantes ou fritos. Felizmente, tanto a intolerância alimentar quanto a alergia podem ser eliminadas com uma dieta livre de agentes irritantes.


Causas da alergia alimentar e intolerância


Vários estudos tem mostrado que alguns componentes são mais propensos a causarem alergias alimentares do que outros. Em gatos, os agressores mais comuns são carne bovina, cordeiro, frutos do mar, milho, soja, produtos lácteos e glúten do trigo. Como você deve ter notado, os agressores mais comuns são os ingredientes mais comuns em alimentos de ambos cães e gatos. Esta correlação não é uma coincidência. Embora algumas proteínas possam ser ligeiramente mais antigênica do que outros, muitas proteínas que são semelhantes na forma e na incidência das reações alérgicas estão, provavelmente, relacionadas com a quantidade de exposição.


Sintomas da alergia alimentar


Os sintomas das alergias alimentares são semelhantes aos da maior parte das outras alergias vistas em gatos. O principal sintoma é a coceira na pele. Os sintomas também podem incluir a perda de pelo, coceira e dermatite miliar.

É difícil distinguir um animal que sofre de alergia alimentar de um animal que sofre de atopia ou outras alergias com base em sinais físicos. No entanto, existem algumas sinais que aumentam a suspeita de que as alergias alimentares possam estar presentes. Se um gato sofre de alergias durante o ano todo ou se os sintomas começam no inverno, eu suspeito de uma alergia alimentar.Com alergias alimentares, os gatos podem desenvolver muita coceira na pele que não responde ao tratamento com esteroides.


Como alimentar um gato para evitar alergias e intolerância

Apenas a dieta recomendada deve ser dada.

NÃO dê:

  • Petiscos
  • Couro
  • Orelhas de porco
  • Cascos de vaca
  • Medicamentos com sabor (incluindo preventivos da dirofilariose) ou suplementos
  • Pasta de dente com sabor
  • Brinquedos de plástico com sabor
  • Qualquer tipo de alimento ao dar medicamentosSe possível, alimente o outro animal com a mesma dieta do paciente. Se não, alimente os outros animais de estimação em um local totalmente diferente do que o do paciente, e não permita o acesso do paciente a esse alimento.Mantenha o seu animal de estimação fora da sala na hora das refeições. Mesmo algumas pequenas quantidades de alimentos que caem no chão ou são lambidos do prato podem anular um julgamento de eliminação e exigem que você comece de novo. Lave as mãos e os rostos de todas as crianças depois de terem comido.Mantenha um diário em que você possa gravar a data e todos os alimentos, guloseimas, etc. que seu animal de estimação pode ter acidentalmente comido.

Diagnóstico da alergia alimentar e intolerância a alimentos

O diagnóstico para alergias alimentares é muito simples. Mas, devido ao fato de que muitos outros problemas podem causar sintomas semelhantes e que muitas vezes os animais estão sofrendo com mais problemas do que apenas a alergias alimentares, é muito importante que todos os outros problemas sejam devidamente identificados e tratados antes de passar para o diagnóstico de alergias alimentares. A atopia, alergias à picada da pulga, hipersensibilidade a parasitas intestinais, sarna notoédrica, infecções fúngicas ou bacterianas ou seborreia podem causar sintomas semelhantes como os das alergias alimentares. Uma vez que todas as outras causas foram descartadas ou tratadas, então é hora de realizar um julgamento dos alimentos.

Julgamento dos alimentos e dietas de eliminação: um julgamentos de alimentos consiste em alimentar um gato com uma fonte nova de alimento com proteínas e carboidratos durante 12 semanas. Uma fonte nova de alimento seria uma proteína e um carboidrato que o animal nunca tinha comido antes. Exemplos incluem pato e batata, ou carne de veado e batata. Há bastante dietas comerciais assim disponíveis no mercado. Além disso, existem dietas especializadas que tem as proteínas e carboidratos divididos em tamanhos moleculares pequenos que já não desencadearia uma reação alérgica. Estes são denominados ‘antígeno limitado’ ou dietas da ‘proteína hidrolisada’. Dietas caseiras são frequentemente utilizadas, já que os ingredientes podem ser cuidadosamente restrito. Independentemente da dieta utilizada, deve ser a única coisa que o animal come por 12 semanas. Isto significa nada de petiscos, nenhum medicamento com sabor, absolutamente nada além da comida especial e água. Além disso, o gato não devem ser autorizados a sair de casa, o que pode fazer com que ele tenha acesso à comida ou lixo.

Tratamento de alergias alimentares e intolerância a alimentos

O tratamento para a alergia alimentar é evitar. Uma vez que os ingredientes ofensivos foram identificados através de um julgamento de alimentos, então, eles são eliminados da dieta. Alívio de curto prazo pode ser obtido com os ácidos graxos, anti-histamínicos e corticosteroides, mas a eliminação dos produtos da dieta é a solução a longo prazo. O dono do animal tem duas opções. Ele pode optar por alimentar o animal com uma dieta preparada comercialmente ou uma dieta caseira.

Se o proprietário optar por alimentar com a dieta caseira, então ele pode desafiar o animal de estimação periodicamente com novos ingredientes e determinar quais os ingredientes estão causando a alergia alimentar. Por exemplo, se os sintomas do animal diminuíram com uma dieta de coelho e batatas, então, o proprietário pode adicionar frango à dieta durante duas semanas. Se o animal não apresentaram sintomas, então ele pode adicionar carne por duas semanas. Se o animal começou a apresentar sintomas, então pode-se assumir que a carne bovina foi uma das coisas que o animal era alérgico. A carne pode ser retirada e depois que os sintomas melhoram, um ingrediente diferente pode ser adicionado e assim por diante, até que todos os ingredientes ofensivos sejam identificados. Uma dieta pode então ser formulada que esteja livre das fontes do alimento agressor.

Se forem utilizadas dietas caseiras, é essencial que elas sejam equilibradas, com a quantidade correta de ingredientes, vitaminas e minerais. Dieta caseira para tal uso a longo prazo deve ser desenvolvida por uma nutricionista veterinária.

Esteja ciente de que alguns animais de estimação com alergias alimentares podem desenvolver alergia a novos alimentos se são alimentados com eles por muito tempo. Se você vê sinais de alergias alimentares voltando, consulte seu veterinário.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Saiba como evitar ou lidar com a obesidade canina


Os cães sofrem de alguns maus que nós humanos também estamos sujeitos a sofrer, e a obesidade é uma delas. Às vezes vemos um cão gordinho e pensamos “ah que fofinho”, mas a obesidade é tão perigosa para os cães quanto para os humanos.

Vamos falar nesse artigo sobre sinais da obesidade, como evita-la, malefícios e formas de lidar com a obesidade canina, saiba como cuidar do seu cãozinho e livrá-lo desse problema que pode trazer muitos perigos a saúde do seu cão.


Sinais da obesidade canina


A obesidade não é apenas o excesso de peso, mas o acumulo acima do recomendado de gordura no corpo, portanto um cão aparentemente saudável pode estar obeso, então as idas regulares ao veterinário são indispensáveis. Ainda assim alguns sinais deixam esse problema evidente.

Cansaço excessivo, se seu cãozinho não está mais aguentando as brincadeiras ou passeios, ele pode estar sinalizando que está acima do peso. Dificuldade para respirar e locomoção mais lenta também podem ser sinais de obesidade.

Um cão desnutrido ou magro tem as costelas e ossos dos quadris visíveis, um cão obeso ou acima do peso tem barriga saliente e gordura acumulada em toda a região do tronco, pescoço e cintura.

Enquanto isso um cão no peso ideal tem uma cinturinha mais fina, sendo que está no peso ideal para sua raça e porte. Fique atento para esses sinais, se seu cão demonstra que algo está errado ele pode estar obeso ou acima do peso.


Malefícios da obesidade


Assim como nos humanos, a obesidade pode causar diversos problemas de saúde nos cães, como problemas cardíacos, artrite, doenças na coluna, problemas respiratórios e diabete canina.

Com todos esses problemas a obesidade pode forçar o tutor a precisar ter cuidados especiais com seu cão, como trocar a ração para ração especial para cães obesos e até precisar que o animal tome medicamentos.


Como evitar a obesidade canina


Cerca de 30% dos cães brasileiros são obesos, e as causas desse problema são má alimentação, sedentarismo, conduta errada do tutor na alimentação depois da castração. Os cuidados para evitar que seu cão não entre nessa estatística são simples.

Alimentação correta: O cão deve ter alimentação regrada, dependendo de porte e raça claro, cães de porte médio costumam precisar de duas refeições por dia, uma pela manhã e outra a noite. Converse com o veterinário para saber qual a porção ideal para o seu cão e em quantas vezes deve ser dada.

O cão nunca deve comer fora do horário, se a hora de comer é as 7h então a porção deve ser dada as 7h, retirada em cerca de 20 min se ele não comer, e só dada novamente no próximo horário estabelecido.

Cuidado com petiscos e biscoitinhos, eles podem ser dados, mas com muito cuidado para não exagerar. Cães castrados também devem seguir essa conduta alimentar, isso porque a obesidade em cães castrados não está ligada a cirurgia, e sim a má alimentação.

Exercícios: Os exercícios são extremamente importantes para os cães, eles precisam de atividades físicas para liberar energia, manter a saúde em dia e evitar problemas psicológicos. Tenha uma rotina diária de passeios e brincadeiras, não deixe seu cão parado, o passeio é um exercício essencial para os cães.

O cão já está obeso, como lidar?

Se você não seguiu as dicas acima, é hora de mudar os hábitos do seu cão e com urgência, mas é claro que com sensatez. Não dá pra levar um cão que passeia uma vez na semana e está obeso para fazer agility.

Antes de tudo, é hora de mudar a alimentação do seu cão, reduza o tamanho das porções, corte os biscoitinhos e siga os horários, ele vai sentir as mudanças, dê apoio a ele e o mantenha ocupado brincando, mas não fique com pena e dê comida fora da dieta.

Faça seu cãozinho beber muita água, assim como nos humanos, a ingestão de água é importante para os cães se manterem hidratados e ajuda a mantê-lo saudável.

Insira exercícios na rotina aos poucos, comece aumentando as caminhadas, aos poucos ele vai se acostumando e perdendo peso. Aumente o tempo das caminhadas, intercale com corridas, leve-o ao parque para brincar e correr com outros cães.

Depois de tudo isso, uma boa ideia é começar a fazer agility com ele, os obstáculos que os cães precisam passar nesse esporte são ótimo para perder peso. Brinque muito com seu cão, sempre que puder o coloque em movimento, até mesmo dentro de casa, todas as dicas descritas acima são atividades muito importantes para um cão, mesmo que esteja no peso ideal.

Se seu cãozinho está em um nível muito avançado de obesidade, é importante a opinião do veterinário, que pode indicar se a ração dele deve ser trocada para uma ração especial e que também poderá tratar outros problemas causados pela obesidade.


Fonte: Webcachorros

terça-feira, 25 de abril de 2017

Insuficiência renal: causas, sinais, diagnóstico e tratamento


Doença renal é comum em cães e gatos, especialmente aqueles que estão alcançando uma idade mais avançada. Na doença aguda, tais como a toxicidade, os sinais ocorrem subitamente e pode ser muito grave. Na doença renal crônica, o início pode ser muito lento e os sinais bastante inespecíficos, ou seja, o animal está simplesmente mal. Só quando a doença é aguda ou crônica que normalmente se descobre o motivo.

Por isso é tão importante conhecer os hábitos do seu cão, quantidade de comida diária, com que frequência ele costuma fazer xixi, se ele bebe muita ou pouca água. Qualquer mudança nas atividades normais do seu cão pode significar uma doença mais grave. Esteja sempre atento!

Causas da doença renal

Existem muitas causas de doença renal e estas podem incluir:

– Idade
– Infecções Virais, fúngicas ou bacterianas
– Parasitas
– Câncer
– Amiloidose (causada por depósitos anormais de um certo tipo de proteína no rim)
– Inflamação
– Doenças autoimunes
– Trauma
– Reação tóxica a venenos ou medicamentos
– Doenças congênitas e hereditárias

Esta não é uma lista completa, mas demonstra o que o veterinário vai analisar para dar seu diagnóstico.

Sintomas da doença renal

Animais com doença renal podem mostrar uma variedade de sinais físicos. Alguns dos sinais são inespecíficos e podem ser vistos em outros distúrbios, tais como o fígado ou doenças pancreáticas, ou distúrbios do trato urinário não envolvendo os rins. Os sinais podem incluir:

– O aumento do consumo de água (polidipsia)
– Volume de micção aumentada (poliúria)
– Diminuição da urina (oligúria)
– Falta de urinar (anúria)
– Anulação de urina durante a noite (noctúria)
– Sangue na urina (hematúria)
– Diminuição do apetite (anorexia)
– Vômitos
– Perda de peso
– Letargia (moleza)
– Diarreia
– Postura “debruçada” ou relutância em se movimentar

Durante o exame físico, o veterinário também pode encontrar os seguintes sinais :

– Membranas mucosas pálidas (por exemplo, gomas) de uma diminuição da produção de células vermelhas do sangue, resultando em anemia
– Rins aumentados e/ou dolorosos ou rins pequenos e irregulares
– Úlceras na boca, mais comumente na língua, gengiva ou no interior da bochecha
– Mau hálito (halitose), devido a substâncias tóxicas se acumulam na corrente sanguínea
– Desidratação
– Inchaço dos membros, devido ao acúmulo de líquido (edema subcutâneo)
– Abdômen alargada devido ao acúmulo de líquido (ascite)
– Pressão alta
– Mudanças na retina devido à pressão arterial elevada
– Amolecimento dos ossos da mandíbula (borracha) em cães jovens com doença renal hereditária (osteodistrofia fibrosa)

Diagnóstico da doença renal

Vários exames de sangue podem ser realizados para determinar se a doença renal está presente, quão grave ela é e que pode estar causando isso. Além disso, um exame de urina e de imagem técnicas também podem ajudar a determinar a causa e gravidade.

Tratamento da insuficiência renal aguda

Nos casos de doença renal aguda, o animal tem geralmente sinais graves que ocorreram de repente. Estes podem incluir depressão, vômitos, febre, perda de apetite e alterações na quantidade de urina. A história clínica e testes terão de ser realizados para encontrar a causa. A causa pode ser tratável como infecção causada por leptospirose, uma infestação de um parasita como o verme gigante renal, ou exposição a toxinas, como a Páscoa lírio ou anticoagulante. Amostras de sangue e urina são idealmente tomadas antes do início do tratamento para que o tratamento não afete os resultados do teste.

Se o animal estiver vomitando por causa da doença renal, o tratamento pode incluir dando pequenas refeições frequentes e medicamentos, como a cimetidina ou clorpromazina. A náusea pode ir e vir durante o dia para que pequenas refeições oferecidas ao longo do dia pode aumentar a ingestão total de alimentos.


Com o tratamento precoce e agressivo, insuficiência renal aguda pode ser reversível.

Tratamento da insuficiência renal crônica

A insuficiência renal crônica é caracterizada por lesões irreversíveis dentro do rim. Na maioria dos casos, a melhora da função renal não deve ser esperado uma vez que o corpo tenha compensado, tanto quanto possível. Se a insuficiência renal é pré-renal (causada por uma doença que não seja um mau funcionamento real do rim que diminui o fluxo sanguíneo para o rim) ou pós-renal (causada por uma acumulação de pressão no sistema urinário por uma obstrução – pedras, por exemplo), isto pode ser parcialmente reversível com o tratamento. A função renal em casos crônicos tende a ser relativamente estável por semanas a meses. A função renal se deteriora progressivamente ao longo de semanas ou meses a anos. As conseqüências clínicas e bioquímicas da função renal reduzida pode ser minimizada pela terapia sintomática e de suporte.

Muitas vezes, os primeiros sinais de insuficiência renal crônica são perdidas pelos donos. Estes incluem um aumento ligeiro a moderado na sede e micção (polidipsia e poliúria) e uma necessidade de urinar durante a noite (noctúria). Outros achados clínicos iniciais comuns incluem perda variável de peso, pelagem pobre, letargia e apetite seletivo. Conforme a doença progride, mais sinais aparecem.

Se a causa da insuficiência renal crônica pode ser identificada, deve ser tratada, se possível. Muitas vezes, a condição é encontrada em animais mais velhos e é devido à idade. O mau funcionamento dos rins é relativamente comum em cães idosos.

O animal deve ter sempre livre acesso à água limpa e fresca. Retenção de água durante a noite não vai diminuir a necessidade do animal de urinar durante a noite e pode causar uma crise aguda. A quantidade de água e alimentos consumidos a cada dia devem ser monitorado para que o proprietário saiba se o animal está comendo e bebendo quantidades normais. Se não, os fluidos adicionais serão necessários para manter a hidratação.

O peso do corpo deve ser verificado a cada semana para se certificar de que calorias suficientes estão sendo consumidas para manter o peso e que o animal não esteja desidratado.

Dieta para cães com problemas renais

O veterinário pode recomendar uma mudança de dieta para uma ração de boa qualidade com menos proteína, para diminuir o estresse dos rins. Os rins trabalham mais quando o animal consome mais proteína. Muitas vezes, o alimento enlatado é recomendado. A mudança pode precisar ser feita devagar para que o animal possa se adaptar. A restrição de proteínas não pode ser excessiva ou o animal pode desenvolver a desnutrição de proteínas devido à perda de proteína por via renal​​. A dieta deve ser monitorada, verificando o peso do cachorro, a verificação de anemia, e verificação de hipoalbuminemia. Se os mesmos estão presentes, o aumento do teor de proteína pode ser necessário. Siga sempre as instruções dietéticas dadas a você pelo seu veterinário.

Os cães devem ser encorajados a comer para manter o peso e receber a nutrição adequada. Para aumentar o apetite, talvez seja melhor dar o alimento vários vezes por dia, melhorar a palatabilidade da dieta com aditivos, como queijo cottage, iogurte natural desnatado ou vegetais picados (converse sempre antes com o veterinário). O apetite pode ir e vir durante o dia, assim, tente alimentá-lo em vários momentos durante o dia. Náusea induzida por alimentos pode acontecer em determinados momentos do dia. Medicação para controlar a náusea pode aumentar o apetite também.

Eletrólitos, vitaminas e ácidos graxos: os níveis de eletrólitos têm de ser mantidos dentro dos limites normais. O consumo de fósforo pode ter de ser diminuído para ajudar os níveis de soro permanecerem normais. Aglutinante de fosfato pode ser usado quando mudanças na dieta e fluidoterapia não mantiverem o nível de fósforo na faixa normal. A suplementação de cálcio pode ser necessária, bem como a terapia de vitamina D. A ingestão de sal deve ser suficiente para ajudar a manter a hidratação e para dar o sabor aos alimentos, mas deve ser controlado para que não cause uma hipertensão (pressão arterial elevada). Os níveis de potássio devem ser monitorados e um suplemento dado, se necessário.

Vitaminas hidrossolúveis (B e C) devem ser complementadas, especialmente quando o cão não está se alimentando. A suplementação de vitamina A e D para além da exigência mínima diária não é recomendada devido a um acúmulo de vitamina A e as mudanças no metabolismo da vitamina D em pacientes renais.

Suplementação de ômega-3 e ácidos graxos pode ser benéfica para alguns animais com insuficiência renal crônica.

Com o tratamento, animais com insuficiência renal crônica podem viver meses ou anos. Tudo vai depender da forma como o corpo responde ao tratamento e outros problemas de saúde que surgem.