terça-feira, 22 de agosto de 2017

Meu gato não está bebendo água! O que fazer?


Você já ouviu dizer que gatos são animais propensos ao desenvolvimento de problemas relacionados ao trato urinário ou renais em geral? Essa realidade tem tudo a ver com a alimentação e o consumo de água do bichano, já que enquanto a dieta pode ajudar no equilíbrio do pH urinário, a água também desempenha inúmeras funções relacionadas ao metabolismo do pet. Porém, nem sempre é tão fácil incentivar sua ingestão: são muito comuns os relatos de tutores que identificam nos gatinhos o desinteresse em bebê-la com frequência. É importante observar e tentar diferentes formas de manter o consumo de água num nível adequado. Veja algumas dicas!

Localização do pote

Aquela lógica de que deixar a água perto da comida fará o animal se lembrar de bebê-la no momento em que for se alimentar não funciona tanto no caso dos gatinhos. Em geral, é comum que eles – sempre exigentes – se sintam incomodados com a interferência de odores do alimento na água (inclusive, o mesmo vale para os odores da caixinha de areia), numa relação com os instintos selvagens dos gatos, que na natureza associam o cheiro de animal morto ou de fezes à possível contaminação da água. Por isso, a escolha do local em que pote de água ficará deve ser estratégica, distante das informações que farão o bichinho se desinteressar.

Há outros tipos de interferência que poderão incomodar também, como a proximidade com janelas em que o sol bata diretamente na vasilha (deixando a água quente) ou mesmo que possam trazer sujeiras para dentro do potinho, além de locais muito movimentados da casa.

A “ciência” da vasilha

Ao sinal de desinteresse do animal pelos momentos de hidratação, é bom também dedicar um tempo para pensar se o problema não pode estar no potinho em que a água é oferecida. Primeiro, considere que o gatinho não gosta muito de molhar os bigodes ou encostá-los na beirada da tigela, portanto o tamanho do recipiente pode ser determinante – que tal tentar um potinho maior? Além disso, apesar de serem os mais comuns, os potes de plástico tendem a acumular mais cheiros e até bactérias que os de inox, cerâmica ou vidro.

Frequência da troca

A lógica aqui é bem simples: quanto mais fresca a água, mais interessante para o bichano. Como há o costume de não beber grandes volumes de uma vez, aquela água que fica parada pode ser o motivo para ele não estar comparecendo até o potinho. Experimente trocar com mais frequência.

Que tal tornar o momento mais interessante?

A vasilha está ali, cheia, mas é só abrir uma torneira que o gatinho vem cheio de interesse. Já reparou? Pois bem, o gosto pela água corrente é comum nos felinos e, pensando nisso, já foram desenvolvidos até produtos específicos para unir a necessidade de hidratação com a diversão deles pelas fontes de água. Pode ser uma boa opção para incentivar o consumo e ainda distrai-lo. Pesquise no mercado as variedades disponíveis!

Incentivo constante

Quem nunca deixou de beber água por preguiça de ir até a cozinha encher um copo? Para evitar que o bichano deixe de beber água por não se locomover até a vasilha, pode ser uma boa pedida espalhar mais de um local para a hidratação. Se a água estiver sempre perto, há um incentivo a mais para que ele vá até lá.

O importante é estar atento de todas as formas possíveis para evitar a desidratação, relacionada a vários problemas de saúde que queremos evitar no animalzinho.


Fonte: Folha Vitória

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Distiquíase

Os cílios que emergem da rima da pálpebra (distiquíase), são responsáveis por lesionar a córnea e podem causar até uma úlcera local. O médico veterinário Luiz Fernando Lucas Ferreira explica que o tratamento requer a remoção dos mesmos de forma perene, com uma a três sessões de laser cirúrgico. Consulte o seu veterinário e saiba mais!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Retirada de corpo estranho

Há poucos dias o médico veterinário Luiz Fernando Lucas Ferreira realizou um procedimento de Endoscopia na Clínica Veterinária Professor Israel, em Belo Horizonte, para a retirada de uma meia no estômago de um cãozinho. O procedimento foi feito por meio da vídeo endoscopia, sem cortes e sem sutura, além do protocolo anestésico com TTDEX. "Já tirei muita meia de estômago de cão, mas essa aí foi a maior", contou.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O cachorro com anemia pode estar assim por vários motivos; saiba quais

A falta de glóbulos vermelhos pode ser analisada por exames clínicos


Muitas vezes, os tutores encontram seus pets mais cabisbaixos e quietos, com um desânimo no olhar. Pode parecer apenas preguiça do animal ou mesmo parte da personalidade dele, mas deve-se estar atento ao tempo que ele permanece assim. Alguns sinais podem indicar um cachorro com anemia e nem sempre o tutor percebe isso logo de cara.

Cachorro com anemia: o que pode causar esse problema?

Normalmente a anemia em si não é uma doença, porém pode representar a consequência de outra enfermidade. É um problema de saúde que pode afetar tanto animais quanto humanos e algumas questões são, inclusive, bem parecidas. Mas um cachorro com anemia pode não demonstrar tão facilmente que está com essa disfunção.

A anemia é caracterizada pela redução de número de glóbulos vermelhos, células responsáveis pelo transporte do oxigênio pela corrente sanguínea. Também é essa parte do corpo que dá coloração avermelhada ao sangue. A questão é que a escassez de hemoglobina é só uma das causas desse problema. Além disso, existem diferentes tipos de anemia.

A medula óssea, onde o sangue é produzido, precisa de ferro e de outras vitaminas para poder concluir sua função. Portanto, a alimentação comprometida e a desnutrição pode levar ao quadro anêmico. 

Como perceber um cachorro com anemia?

Alguns sinais que o cão apresentar devem ser observados pelo tutor. Isso envolve a palidez, indisposição, urina mais escura, perda de apetite e de pelo, cansaço e até depressão. A perda de peso é ainda uma consequência da má alimentação e da falta de vontade de comer. As mucosas (como a gengiva) tomam aparência pálida e perdem a vermelhidão e impressão de saúde.

Geralmente animais nesse estado não querem brincar, passam o dia deitado e sem vontade de fazer nada. Se o cão antes era brincalhão e animado, pode ser um mau indicativo.

Quais as causas da anemia em cães?

Existem alguns fatores que podem gerar o quadro anêmico, além da falta de ferro na dieta.

Há dois tipos de anemias, a hemolítica e a hemorrágica. A primeira tem a ver com a curta duração ou destruição da hemoglobina. Existem ainda duas possibilidades dentro da anemia hemolítica. Pode ser que o corpo do animal considere as próprias células invasoras e comece a autodestruí-las, pelo processo imunológico. Ou as hemácias são quebradas não necessariamente pelo sistema imunológico, mas por doenças hereditárias ou uma intoxicação, por exemplo.

A hemorrágica é decorrente de acidentes ou cortes profundos, em que o cão perde muito sangue. Câncer, úlcera e problemas gastrointestinais também podem provocar o vazamento de sangue de forma lenta. 

Ainda há um terceiro possível fator que leva ao quadro anêmico, caracterizado por alguma complicação na medula óssea, que a faz interromper a produção de sangue. Doenças renais também podem influenciar na quantidade de hormônio responsável por estimular a medula.

As enfermidades transmitidas por carrapatos podem também destruir as hemácias.

Diagnóstico da anemia

Há dois tipos de exames de sangue que podem ser feitos para avaliar o quadro do bichinho. O quantitativo analisa o número de glóbulos vermelhos por litro de sangue. O qualitativo faz um esfregaço sanguíneo para ver como está a forma da hemoglobina, além de perceber em que fase a proteína se encontra e se há outros tipos de células.

É importante avaliar as fezes e a urina também, já que são indicativos a respeito da saúde do animal. Se o xixi estiver muito escuro pode sinalizar problemas nos rins, que pode ser uma consequência do baixo número de hemoglobinas. Isso demanda às vezes ultrassom abdominal.

Quanto à prevenção, não existe exatamente um método específico para fazer isso. Combater carrapatos, pulgas e vermes talvez possa ajudar, à medida que podem causar hemorragia ou transmitir doenças que levem a isso. Porém, as causas da anemia são variadas, então não tem uma forma exata de prevenir esse problema de saúde.

Ao envelhecer, é comum o animal desenvolver algumas doenças ou dificuldades físicas que antes não tinha. O rim, por exemplo, já trabalha com mais dificuldade e o coração também, bombeando menos sangue para os órgãos. Com isso, parte da digestão e da filtração da urina fica comprometida, o que resulta em um xixi mais escuro. Então, o próprio fato de ficar mais velho pode tornar o sangue do cachorro mais prejudicado.

Tratamento do cachorro com anemia

O tipo de anemia que o pet apresenta tem tudo a ver com o tratamento a ser recebido. No caso da perda de sangue excessiva uma transfusão ou cirurgia pode ser o mais indicado, ainda mais quando a hemorragia é interna.

Se a disfunção é provocada por alguma enfermidade parasitária faz-se necessária a cura dessa doença antes de tudo. No caso da falha na medula óssea é preciso saber a causa desse problema e a transferência de sangue também pode ser importante.

Uma dieta rica em ferro e outras vitaminas pode estimular a medula, além de alguns medicamentos que podem auxiliar nesse processo, mas só devem ser prescritos pelo médico veterinário.

A cura pode ou não ser alcançada pelo tratamento, mas é fundamental ressaltar que o índice de cachorros que não sobrevivem à anemia é alto e exige uma atenção severa do tutor.

Levar o cachorro com anemia frequentemente ao médico é uma maneira relevante de evitar determinados problemas de saúde, não só a falta de hemácias no corpo. Dependendo da doença é importante descobri-la ainda nos primeiros estágios.



Fonte: iG

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Troca de dentes de cachorros



Nossos animais de estimação também trocam de dentes, assim como nós. Quem tem um cachorro filhote precisa ficar atento à troca de dentes do seu cachorrinho e entender o que isso causa. Os cachorros nascem banguelas, assim como nós, e antes de um mês de vida eles já mostram seus primeiros dentes de leite. São vinte e seis dentes de leite que serão substituídos entre o quarto e o sexto mês de vida do cachorro.

Esses novos dentes devem ficar com o cachorro para o resto da vida, eles são maiores e mais fortes. Os dentes são substituídos gradativamente e, muitas vezes, se você averiguar a dentição de seu cachorro, você verá que ele possui os dois tipos de dentes.

O que o dono deve fazer

É importante que o dono fique atento a algumas mudanças de comportamento que acontece na época da troca dos dentes do cachorro, mas não há motivos para se preocupar. A maioria dos dentes caem e são engolidos, sendo expelidos pelas fezes. Isso é natural e não causa problemas. Alguns cães passam um tempo com os dois dentes, o de leite e o novo. Espere até o primeiro ano do cachorro, se até lá o dente de leite não caiu, procure um veterinário para que ele o oriente sobre uma possível cirurgia.

dentição dupla deve ser removida cirurgicamente porque ela aumenta a incidência de tártaro, gengivite, mau hálito e outros problemas porque o alimento se acumula em excesso entre os dentes. Espere até o cão atingir a idade adulta (um ano) para os dentes de leite caírem, caso contrário, remova cirurgicamente. Mas, lembre-se, essas ocorrências são raras.

Dente caído

Também não é raro encontrar um dente caído preso a um brinquedo, ou perto dele. Isso porque a gengiva do cachorro fica sensível, coça e dói e isso faz o cachorro procurar roer e morder coisas. Nessa idade, da troca de dentes, é importante não dar brinquedos muito duros ao cachorro, eles podem causar fraturas e desgaste dos dentes. A melhor opção é dar ao seu cachorro brinquedos de borracha macia, firmes, mas ainda macio.

Sempre deixe seu cão com vários brinquedos para roer, porque ele vai passar esse tempo em grande desconforto e vai acabar roendo os móveis e objetos da casa. Se você flagrar o cachorro aliviando sua dor na gengiva roendo seus móveis, faça um barulho na hora em que ele estiver roendo, ou espirre água no seu focinho para ele ficar desconfortável e dê a ele os brinquedos próprios para ele roer.

Alguns especialistas também sugerem dar cenoura crua aos cães nessa fase para que ele fique roendo a cenoura. A cenoura, os ossos artificiais de couro e os palitos de couro são artifícios importante para o cachorro ser estimulado a roer e, assim, fazer uma espécie de escovação dos dentes. Caso seu cão goste da cenoura nessa época em que está trocando os dentes, não há problemas continuar dando o vegetal para o cachorro o resto da vida, assim ele mantém os dentes limpos e não vai roer o que não deve.


Fonte: Portal Pets

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vermes nos pets: conheça os sinais


Tomar todos os cuidados com a higiene e alimentação adequada dos animais em casa é fundamental para a saúde e bem-estar deles, no entanto, apesar de toda cautela, eles estão expostos a diversos tipos de parasitas, especialmente os vermes. Os filhotes de cães e gatos estão mais suscetíveis a serem infectados em dois momentos: na hora do parto e através da amamentação. Enquanto que, nos pets adultos, na maioria das vezes, a infecção de alguma verminose ocorre por ingestão de fezes que carregam o parasita ou durante o contato com animais portadores de um parasita, como os ratos.

Uma vez contraída uma verminose, é importante que o tutor leve o animal rapidamente ao médico-veterinário, pois, quando não tratado a tempo, o pet pode piorar e desenvolver problemas mais sérios de saúde. Aos tutores que encontram dificuldade em identificar se o animal está sendo vítima de vermes, alguns sintomas facilitam essa compreensão, como a perda de peso, já que os vermes se alimentam das proteínas e/ou sangue oriundo dos tecidos do pet, isso faz com que o animal filtre menos nutrientes do que realmente precisa. Além disso, os vermes provocam lesões que comprometem a digestão e dificultam a absorção dos alimentos.

Outros sintomas que identificam que o animal está acometido por uma verminose é a mudança na pelagem, que fica fosca e desajeitada, como também a palidez da gengiva, que pode sinalizar uma anemia, ou então qualquer outro sintoma que pode ser provocado por um parasita. A gengiva deve estar sempre rosada, pois este é um sinal de que o animal está saudável.

Um aumento do abdômen também pode ser um sinal, uma vez que um abdômen com vermes tende a ficar inchado e ocasionar o aumento de volume na barriga. Um teste rápido que pode ser feito é apalpar o abdômen e notar se o animal sente desconforto ao ser tocado, mostrando que não é um simples ganho de peso. Além disso, a diarreia tende a ser um dos sinais de que a barriga do pet está com vermes, por isso, é importante verificar a situação das fezes do animal. Quando escuras ou esverdeadas, pode ser um sinal de que estão com sangue, o que pode indicar uma necatoríase – doença parasitária ocasionada por vermes que fixam nas paredes do intestino delgado e causam o sangramento. Muitas vezes, podem ser observados ovos de parasitas nas fezes, portanto é fundamental observar se há algum indício. Caso o cão ou gato rocem o bumbum no chão, também pode ser uma evidência.



Fonte: Qualittas